Parque nacional do Jaú


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Parque Nacional do Jaú, no meio da Selva Amazônica, reabre à visitação turística



31 de agosto de 2020 - Drica Cestari

O Parque Nacional do Jaú reabriu para a visitação turística desde o dia 18 de agosto. A reabertura do parque faz parte das medidas que estão sendo adotadas de retomada gradual das atividades econômicas no estado do Amazonas.


A programação prevê uma abertura do Parque Nacional do Jaú de forma gradual e monitorada, e com todos os cuidados relativos à saúde, respeitando também os protocolos de segurança para evitar a proliferação do novo coronavírus (COVID-19). O visitante está obrigado a usar a máscara de proteção e deve praticar o distanciamento social mínimo de dois metros. O mesmo distanciamento deve ser seguido nos ambientes de espera, respeitando o espaçamento mínimo entre as pessoas para evitar aglomerações.

Parque Nacional do Jaú faz parte do complexo de conservação da Amazônia Central - Novo Airão - Barcelos - Região Norte - BrasilParque Nacional do Jaú - Foto: Diego Lezama.

Neste primeiro momento, a visitação acontece de forma limitada até 50% da capacidade de público. Não está liberada a visita nas bases avançadas da Unidade de Conservação, tampouco o acesso às comunidades quilombolas ou populações tradicionais que vivem dentro do parque. Esta é uma medida preventiva, onde o contato do visitante pode representar risco de contaminação dessas comunidades locais. No entanto, eventos, filmagens e pesquisas no parque poderão ser realizados, desde que seja solicitada autorização prévia.

Prestadores de serviços, agências e operadores de turismo estão autorizados a atuarem no Parque Nacional do Jaú, seguindo as regulamentações municipais e estadual, e o "Protocolo para Reabertura da Visitação nas Unidades de Conservação do Mosaico do Baixo Rio Negro”. Há uma série de protocolos de higiene e segurança para minimizar os riscos de contaminação aos visitantes e colaboradores. Entre as medidas adotadas devem disponibilizar álcool em gel 70% ou produto de higienização para as mãos; os transportes aquáticos e terrestres devem priorizar a ventilação natural, e somente poderão comportar até 50% da sua capacidade de público, levando em conta cada tipo de veículo; devem ser feitas limpezas e desinfecções frequentes em superfícies, nas áreas de uso comum, e nos veículos no final de cada viagem; e nas atividades que exigem o uso de algum equipamento de proteção individual, estes somente poderão ser compartilhados após serem higienizados e desinfetados.

Fechado ao público por cinco meses, a retomada das atividades segue normas estabelecidas pelos decretos nos municípios nos quais a unidade de conservação está inserida, e pela publicação da Portaria nº 868 no Diário Oficial da União, em 18/08/2020, assinado pelo presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), permitindo a reabertura do Parque Nacional do Jaú.

A reabertura do Parque Nacional do Jaú aconteceu em conjunto com mais duas Unidades de Conservação Federais: o Parque Nacional de Anavilhanas, também localizado no estado do Amazonas, e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no estado de Goiás. Anteriormente, foram também reabertos, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, o Parque Nacional de Brasília, o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Nacional do Iguaçu, o Parque Nacional do Itatiaia, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, o Parque Nacional de Fernando de Noronha, o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes e a Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais.

Outras medidas de restrição e contenção podem ser propostas de acordo com as diretrizes do Governo do Estado do Amazonas, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e dos órgãos das administrações municipais, bem como pelo o que for estabelecido no Plano de Manejo da Unidade de Conservação Federal. Portanto, acompanhe as nossas notícias e confira nos sites oficiais as novas recomendações e limitações para a visitação do Parque Nacional do Jaú.

Parque Nacional do Jaú - Amazônia Central - Novo Airão - Barcelos - Região Norte - BrasilMata de igapó.

Conheça o Parque Nacional do Jaú
Criado em 1980, como Unidade de Conservação Federal, o Parque Nacional do Jaú preserva mais de dois milhões de hectares da região do Baixo Rio Negro, uma das maiores extensões de florestas tropicais úmidas contínuas do mundo, e as diversas formações florestais do bioma Amazônia.

O Parque Nacional do Jaú abriga uma rica flora e fauna local. A área serve de lar para espécies da fauna ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o maracajá-peludo, a ariranha e o peixe-boi-da-Amazônia. Além de espécies endêmicas e outras espécies não ameaçadas que compõem a biodiversidade do local. Nas trilhas do parque podem-se encontrar uma grande variedade de espécies vegetais, como as macacarecuias - espécie arbórea mais antiga da Amazônia, e outras árvores centenárias, como os macucus e as sumaúmas (ou samaúmas) gigantes; e também da fauna como pacas, antas, botos, tartarugas, jacarés, bacuraus, garças, araras e papagaios. Esta reserva ambiental ajuda a proteger os ecossistemas naturais e culturais das comunidades tradicionais ribeirinhas, e também é responsável pela produção de pesquisas científicas, educação ambiental e turismo sustentável. Por toda sua riqueza ambiental, o Parque Nacional do Jaú foi reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela UNESCO.

O Parque Nacional do Jaú encontra-se na bacia hidrográfica do rio Jaú. Aliás, o rio Jaú (do tupi ya’ú) é responsável por dar nome ao parque, e deriva de um dos maiores peixes brasileiros, o jaú (Zungaro zungaro). Os limites do parque se estendem ao sul até as águas do rio Carabinani; e ao norte, até os cursos d'água dos rios Unini e Paunini. O rio Negro fica no limite ao leste do parque. O Parque Nacional do Jaú protege quase na totalidade a bacia do rio Jaú, com aproximadamente 450 km de extensão. Assim como o seu afluente, o rio Negro, o rio Jaú apresenta águas escuras que contrasta com as areias brancas das praias que se formam nas proximidades da foz do seu rio durante o período da seca. Na época das cheias dos rios, o cenário muda e parece um espelho refletindo as árvores e nuvens, criando paisagens incríveis com a sensação de estar navegando no céu.

Uma das peculiaridades interessantes do Parque Nacional do Jaú é o fato de estar assentado sobre formações geológicas antigas e recentes de milhões de anos. As mais antigas de que se tem conhecimento variam de 100 a mais de 500 milhões de anos, e as mais novas são de aproximadamente dois a seis milhões de anos. Vestígios da ocupação humana podem ser vistos em diversos sítios arqueológicos e inscrições em pedras (petróglifos) dentro dos limites do parque. Ainda hoje, vivem centenas de famílias que se estabeleceram no território bem antes da criação do parque, com destaque para a comunidade Quilombo do Tambor, localizada no rio Jaú.

O Parque Nacional do Jaú apresenta natureza quase intocada, no meio da selva amazônica. O parque fica praticamente num lugar remoto e distante. Leva-se em média três horas de viagem, com barcos partindo do município de Novo Airão. A embarcação navega pelo rio Negro, passando pelas ilhas do Parque Nacional de Anavilhanas. Para aproveitar melhor o passeio, o ideal é pernoitar no interior do parque. Existe a possibilidade de dormir em abrigos rústicos, como em redes, árvores, e em acampamentos selvagens. Outra opção é dormir em barco, mas neste caso paga-se mais caro pela comodidade e pelo conforto.

O Parque Nacional do Jaú faz parte do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, que engloba onze Unidades de Conservação. Criado em 2010, o Mosaico visa o desenvolvimento territorial e a conservação ambiental, promovendo o equilíbrio entre as populações tradicionais do entorno e as Unidades de Conservação Federais com ações de bases sustentáveis. As comunidades têm permissão de exercer atividades econômicas, desde que sejam respeitados alguns limites e condições de uso e manejo das áreas e recursos naturais.

Uma maneira muito prática de conhecer as belezas naturais da região é fazer o passeio numa voadeira, que é um barco leve feito geralmente de alumínio, que navega super-rápido. Por ser uma embarcação pequena, facilmente adentra os rios Jaú, Carabinani e Unini, os igarapés e a mata de igapós.

O Parque Nacional do Jaú pode ser visitado durante o ano todo e apresenta duas estações distintas: a estação seca, que ocorre normalmente entre setembro e fevereiro; e a estação cheia, de março a agosto. No período da seca, as atrações são as praias fluviais, as corredeiras e os petróglifos. Na época das cheias as praias ficam submersas e se formam trilhas aquáticas entre as florestas alagadas.

Atividades esportivas, como canoagem, boia-cross e rafting são realizadas na época da seca nos rios Jaú e Carabinani. São formadas também pequenas cachoeiras nesses rios onde é possível banhar-se contemplando paisagens de beleza cênica. Outra atividade sazonal que é feita durante o período da seca é a observação dos petróglifos. O acesso é realizado somente por via fluvial. As canoas navegam tomando o devido cuidado para não bater e danificar as inscrições em pedras. Os visitantes também não podem tocar nessas gravuras rupestres.

Todo ano, durante o período da seca, é realizado o Programa de Monitoramento de Quelônios, que consiste na observação das tartarugas-da-Amazônia. Os visitantes podem acompanhar o programa que se inicia no mês de outubro e se estende até fevereiro. De outubro a novembro, são feitas as buscas dos ninhos nas praias e a transferência ou marcação dos mesmos; entre os meses de dezembro e janeiro, os filhotes nascem e em fevereiro é realizada a soltura das tartarugas.

Em qualquer época, a natureza presenteia os visitantes com cenários incríveis e pores do sol memoráveis, além de trilhas terrestres no meio da floresta Amazônica e observação de muitas aves. Quem vai uma vez acaba sempre querendo voltar para vivenciar novas experiências nas duas épocas do ano.

Parque Nacional do Jaú - Amazônia Central - Novo Airão - Barcelos - Região Norte - Brasil

A área concentra refúgios naturais preservados, perfeitos para aqueles que querem estar em contato com a natureza. Os visitantes podem fazer caminhadas no meio da mata; fazer passeio por trilhas aquáticas de igapó, ou seja, passeios de barco por dentro das florestas alagadas; banhar-se nas diversas cachoeiras e nas praias de águas mornas dos rios; contemplar as deslumbrantes paisagens com a observação da rica flora e fauna amazônica; praticar atividades náuticas; escaladas em árvores; fazer visitas às comunidades tradicionais ribeirinhas; e ter vistas incríveis sobrevoando de hidroavião a região, entre outros atrativos.

O parque não cobra ingresso. O acesso à Unidade de Conservação é feito pelo posto de controle flutuante do rio Jaú, onde deve apresentar um documento de identificação e se registrar. Entretanto, é necessário solicitar autorização de entrada antes mesmo de chegar ao parque. O visitante precisa preencher antecipadamente um formulário informando sobre a sua visita ou enviar um e-mail para parnajau@icmbio.gov.br.

Além da autorização de entrada prévia, o ideal é contratar um guia local de visitação antes de chegar ao parque. Guias locais são importantes por proporcionar mais segurança aos visitantes, pois é muito fácil se perder nas trilhas pelo interior da floresta. Além disso, eles enriquecerem a experiência e o aprendizado sobre a biodiversidade, geografia e cultura da região.

O Parque Nacional do Jaú não dispõe de estruturas com restaurantes e lanchonetes. Banheiros ou serviço de radiocomunicação somente nas bases de vigilância do parque. O lugar parece totalmente isolado do restante do mundo. Não há sinal de telefone celular, tampouco internet. O visitante fica imerso nos sons da selva amazônica.

A administração do parque recomenda que o visitante leve protetor solar, repelente, mosquiteiros, capa de chuva, roupa de banho, boné e óculos escuros, e se for andar nas trilhas, blusas de manga compridas, calça comprida e calçado fechado apropriado. Se for possível, usar também perneira contra animais peçonhentos nas trilhas dentro da mata. Deve ter atenção redobrada e armazenar em sacos os pertences pessoais mais sensíveis, principalmente ao fazer os passeios de barco. Não se esqueça de levar baterias e cartões de memória extras. Importante também levar medicamentos próprios e verificar se a vacina da febre amarela está em dia.

O Parque Nacional do Jaú abrange os territórios dos municípios de Novo Airão e Barcelos, no Baixo Rio Negro. O acesso ao parque pode ser feito por via fluvial, partindo da capital do Amazonas ou de Novo Airão. Por via aérea é necessário autorização prévia. O hidroavião parte direto de Manaus. Para quem vem de Manaus, por via terrestre, deve seguir pela rodovia AM-070, em direção a Manacapuru (AM), e após passar pelo balneário do Miriti, tomar a AM-352, sentido Novo Airão (AM). De Novo Airão não é possível fazer o acesso por estrada. Neste caso, deve pegar uma embarcação e subir o Rio Negro até a entrada do parque. O percurso até Novo Airão pode ser feito com veículo próprio, por estrada asfaltada, mas há também serviços de táxi-lotação ou ônibus executivo saindo de Manaus. Outra maneira é através de pacotes exclusivos para o parque. Há empresas e condutores que oferecem os passeios desde Manaus ou Novo Airão. A cidade de Novo Airão está aproximadamente a três horas de Manaus por via terrestre.

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Sites oficiais:

Site oficial do ICMBio - Parque Nacional do Jaú.

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O uso de máscara facial é uma das exigências em muitos destinos de viagem.

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